Ao meu anjo protetor. Espírito luz que guia o meu caminho.

Oração ao anjo da Guarda:
Santo Anjo do Senhor,
Meu zeloso guardador,
Já que a ti me confiou
A piedade divina,
Sempre me rejas, guardes,
governes e ilumines.
Amém.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Major Capelão Cláudio Machado Pombal, pastor evangélico Queira Deus que meu texto abaixo seja um completo equívoco.




Queira Deus que meu texto abaixo seja um completo equívoco.

Como Major Capelão do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, me encontro bastante preocupado com o destino dos policiais e bombeiros grevistas. A Capelania é um setor da Diretoria de Assistência Social. Nosso trabalho sempre está direta e intimamente ligado às necessidades sociais dos militares. Parece que o poder público caminhará na direção da punição exemplar dos militares grevistas. A própria presidente Dilma já sinalizou contra a anistia dos grevistas. Com a maior celeridade dos processos de julgamento dos policiais e bombeiros estabelecida pelo governador Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, o que certamente será implantado também na Bahia, nós, sociedade civil, nós militares e o poder público, teremos uma séria questão social a ser administrada. Com a aplicação sumária da legislação os grevistas serão condenados, cumprirão pena e serão excluídos de suas corporações. Entendo que precisaremos, como sociedade, nos preparar para absorver apropriadamente os condenados.
Os militares estaduais hoje se encontram bastante endividados. A grande maioria está com suas margens de consignação em contra-cheque já completas. Esta grande maioria também possui endividamento no cartão de crédito e no cheque especial. Com a perda de poder aquisitivo nos últimos anos, os profissionais estaduais de segurança procuraram manter o padrão de vida familiar com o financiamento a juros. Alguns, lamentavelmente estão escravizados a agiotas e sofrendo todo tipo de ameaças. Com a demissão e com a prisão, as famílias ficarão desamparadas financeiramente e sem a assistência médica oferecida pela PM e pelo Corpo de Bombeiros.
Os ex-policiais e ex-bombeiros, depois do cumprimento da pena, ficarão de algum modo proscritos na sociedade. Grande número de policiais e de bombeiros, hoje, são moradores de favela. Exceto as favelas pacificadas em torno do cinturão de segurança do Maracanã, a presença da criminalidade ainda é ostensiva. Desarmados, sem o amparo de suas corporações, eles terão necessariamente que largar suas moradias para trás. O êxodo dos militares e de suas famílias representará a necessária dependência da caridade de amigos e de parentes. A busca por uma nova atividade profissional será muito precária. Serão cidadãos entendidos pela sociedade como de segunda categoria. Terão ficha criminal e a pecha de militares expulsos. Aos olhos da sociedade serão tidos como traidores da sociedade, que largaram seus postos, deixaram cidadãos morrerem por causa de suas reivindicações salariais. Serão, ao mesmo tempo, rejeitados e temidos. Necessariamente cairão na informalidade ou, o que é pior, na criminalidade.
A maior parte dos policiais e bombeiros são pardos ou negros. Devido à dívida social e histórica para com os afro-descendentes no Brasil, o trabalho braçal e de grande risco foi sempre destinado a eles pela divisão social do trabalho. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro é uma instituição formada majoritariamente de homens e mulheres negros ou mulatos. Aliás, o Corpo de Bombeiros do Rio, o primeiro do Brasil, foi organizado em 1856 com escravos. O emprego público, estável, ainda que com remuneração modesta, sempre representou para este grupo racial a possibilidade de ascensão social. A tendência será que os afro-descendentes condenados se transformem, em pouco tempo, em párias sociais.
Como sociedade, precisamos pensar em um projeto de reintegração e reinserção social dos futuros condenados. A abordagem terá de ser muli-disciplinar. Será necessário o envolvimento de assistentes sociais, psicólogos, sociólogos. Será, contudo, uma corrida contra o tempo. Se o movimento continuar, as duas centenas de presos e indiciados irão passar a um número muito maior. Na melhor das hipóteses, teremos que pensar na reinserção de pelo menos duzentas famílias. Numa análise conservadora, teremos em torno de oitocentas pessoas desamparadas e discriminadas. Uma certa parcela da sociedade achará o desamparo de tais famílias como conseqüência merecida da decisão de greve do provedor do lar. Essas crianças (e bombeiro e policial, geralmente, têm muitos filhos) terão de ser assistidas pelo poder público. Terão de ter assistência psicológica para poderem absorver a diferença de visão que terão, repentinamente, de seus pais. Terá de ser feito um trabalho com as esposas para que os casamentos não se desfaçam. Teremos que pensar na realocação das famílias de uma favela para outra, pelo menos. Não havendo recursos para tirá-las da favela, pelo menos que sejam realocadas em favelas pacificadas. Na altura em que estamos do ano, necessário será que os filhos dos condenados tenham a matrícula garantida nas escolas municipais mais próximas da prefeitura. O governo estadual terá de fazer um acordo com as prefeituras para que a matrícula seja garantida, e isto com absoluta discrição, para que as crianças não sejam discriminadas nas escolas. Também, penso, que haverá a necessidade de um convênio emergencial com setores das prefeituras que possam fornecer cestas básicas. No que concerne à assistência médica, creio que a rede pública será a solução, mesmo limitada, mas será a solução possível.
Acredito, também que haverá a necessidade de oferecer alguma oportunidade de formação profissional. O militar tem uma desvantagem em relação a outras categorias profissionais. Devido ao nível de absorção do seu tipo de atividade, ele acaba resumindo seu universo ao serviço da sociedade, não tendo tempo de diversificar sua formação. A mangueira e a pistola passam a ser seu estilo de vida. Com o tempo de casa dos condenados, será necessário reprofissionalizá-los, de preferência, ainda durante o cumprimento da pena. Nesse período, precisa-se também garantir um auxílio reclusão para as famílias. Com a liberdade, será preciso negociar com a iniciativa privada, como empregá-los, apesar da idade e da falta de experiência na nova atividade profissional. Bom seria que fosse feito algum trabalho psicológico em grupo, com as famílias, para que pudessem trocar experiências que facilitem a elaboração do luto, e sejam criadas perspectiva de futuro pelo cultivo de sonhos. Como capelão, creio que a participação de ministros religiosos, conforme a confissão das famílias, será produtiva e útil.
As famílias, com todas essas iniciativas, precisarão se adaptar a uma sensível queda de prestígio social e material. Estarão, de modo tangível, mais desprotegidas socialmente. No caso, eventual, de ser aprovado no futuro algum projeto de reajuste semelhante ao proposto pela PEC 300, o efeito psicológico será devastador. Haverá uma espécie de síndrome de martírio para o grupo familiar. Eles se sentirão como a parte sacrificada para a conquista de suas ex-corporações. Haverá um sentimento nostálgico de perda que abrirá portas para desentendimentos familiares e até para o uso de drogas psicoativas que poderão gerar dependência. O alcolismo será um sério risco.
Meu clamor é por misericórdia e por consciência social para com os eventuais condenados e suas famílias. Apelo à sociedade como um todo, ao poder público, às organizações não-governamentais e às empresas de comunicação de massa que criem um contexto favorável à reintegração desses grupos familiares.

Major Capelão Cláudio Machado Pombal, pastor evangélico.

Segue o exemplo positivo no CBMERJ

Fé e Razão

Reynoso Silva Cidadão Bombeiro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

DIGA NÃO A GREVE SIM A REIVINDICAÇÕES PACIFICA E ORDEIRA. A VOLTA AO BOM SENSO.




QUEM É CONTRA A GREVE, ESTA NA HORA DE SE MANIFESTAR. VAMOS LA E DIZER O QUE PENSAMOS. E TAMBÉM PELA DIGNIDADE NO TRATAMENTO COMO MILITARES AOS PRESOS.

Senhores acabei de assistir a um Cel da PM que me esclareceu. O que queremos é a volta de uma Politica que institua um canal oficial de negociações pacifico e que seja permanente. O não a greve e o respeito ao direitos do Militares Preso no que se refere ao local da prisão.
Reconhecer que os BM não podem fazer a greve por força de lei, porém a eles existe necessidades objetivas que levam a ser feita a mudança da lei, intendimento da Dep, Janira Rocha o que eu concordo.
Fé e Razão

FÉ E RAZÃO
Reynoso Silva Cidadão Bombeiro.

Oficiais BM/PM - RJPublicar





Olivia Morais disse:
Quadro de QOS, sangue de QOC.
Aos 26 de junho de 2000, lembro-me como se fosse ontem, eu adentrava o pátio do CFAP ombro a ombro com meus irmãos de farda, cantando o hino do CFAP, estufando o peito, chamando a atenção do colega ao lado quanto ao alinhamento, perfilados, com cabeça erguida, no compasso do bumbo para não fazer feio diante de amigos, familiares e instrutores. Não queríamos fazer feio, não podíamos envergonhá-los.
Foram dias vividos intensamente que lembramos em rodinhas de bate-papo com muita alegria, risos e saudosismos quando nos encontramos pelos quartéis ou em eventos.
Entramos muito crus, não sabíamos o que nos esperava. Olhávamos para os mais antigos com admiração, orgulho e desejo de ser igual.
Lembro-me das primeiras palavras: - Senhores! A batida mudou! - A batida agora é outra! Os senhores não foram forçados a passar por aquele portão, mas já que o fizeram, seguirão os nossos regulamentos, aprenderão a falar, a andar, a se vestir e etc...
Lembro-me também quando fomos colocados em forma, por altura, por quartro em seus dispositivos rapidamente. Por quatro???? Dispositivos??? Pois é, a batida havia mudado. Ganhei um número de aluno, logo, foi eleito o xerife, o aluno responsavel por todos ali. Responsável pela formatura, pontualidade, asseio, fardamento, assiduidade.
Ali, já aprendíamos que tínhamos que ter espírito de corpo e camaradagem, pois caso algum de nós estivesse em desalinho, todos pagariam, inclusive ele, o xerife.
O tempo foi passando e fomos apresentados às disciplinas:
• Defesa Civil
• Instrução Operacional
• Estágio Supervisionado
• Educação Física
• Legislação e Regulamentos
• Armamento, Munição e tiro
• Ordem Unida
Tínhamos que criar o nosso próprio brado. A disputa era acirrada. O brado era o que dava alma a cada GI. Queríamos cantá-lo em deslocamento, precisávamos fazê-lo ecoar pelos pátios quentes do CFAP para que ele fosse ouvido pelos demais GI’s que estavam em sala de aula. Era uma disputa muito sadia, mas, queríamos demonstrar que éramos mais criativos, inovadores e melhores.
Mas meus irmãos, não foi ali que eu renasci como bombeiro. Ali, eu me formei bombeiro e me aperfeiçoei. Eu me tornei bombeiro de verdade, aos 19 anos. Em 03 de setembro de 1992 quando meu pai teve um IAM.
Lembro ainda que antigamente, na parte de classificados dos jornais, eram publicados artigos com ensinamentos de como realizar RCP, como agir mediante uma picada de bicho de peçonha, queimaduras, aspiração de corpo estranho, hemorragias. Haviam figuras desenhadas, era uma forma de educação continuada. Bem, sempre li aqueles artigos, não lembro ao certo o porquê. Lia tão ávidamente, lia os livros do meu velho que era Enfermeiro da Marinha Mercante.
E quando foi chegada a hora em que uns ficam e outros têm que ir embora, eu apliquei tudo que havia lido, ávida e instintivamente. Lembro até hoje que realizava a RCP num 5x1 frenético, quase desfaleci. Minha mãe é do lar, estudou até a quarta série do ensino fundamental, não sabia nada de socorrismo civil. Bem, aquela batalha eu não venci, ele chegou ao hospital ainda “batendo” e gaspeando. Foi um infarto fulminante. Porém em outras experiências que vivenciei, em algumas tive sucesso.
E mais tarde, quando deslumbrei a chance de adentrar ao CBMERJ, eu o fiz. Todos na minha família sempre usaram farda. Em minha consciência, eu tinha a obrigação e o dever moral de vestir também. Eu sempre amei engraxar os sapatos do meu velho, admirava a forma como minha mãe fincava a farda dele. Sempre impecável cheiroso e alinhado. Eu tinha muito orgulho, muito mesmo e ainda tenho. Eu também dei orgulho a minha família, professores, vizinhos e dei ânimo ao meu primo, irmão. Pessoas que me viram nascer e que há pouco tempo foram atendidas por mim na UPA.
Durante todo este tempo no CBMERJ, eu trabalhei, estudei e fui galgando postos, até finalmente, realizar o meu sonho de me tornar oficial de saúde. Foram tempos difíceis, passei por muitas situações inusitadas neste Corpo de Bombeiros, minha gente, assim como todo mundo. Muitos torceram a favor, alguns fizeram chacota e outros fizeram até aposta como eu não passaria no concurso de 2008. Ouvi de um militar que deveria ser o meu maior incentivador as seguintes palavras: - É impossível abrir mais vagas e você ser chamada! E logo, apareceu outro e disse: - Não páre de se preparar, continue correndo, fazendo suas flexões. E em muitas destas flexões, no horário do almoço, estavam presentes irmãos de farda como: Sgt Gilberto, o falecido Cb Marcio Pereira, Sgt Mendonça empenhados em me ensinar como realizar flexões sem apoio dos joelhos.
E em verdade, eu digo que o impossível, senhores, é aquilo que ninguém ainda realizou. E para Deus nada é impossível. Para tudo existe um porquê e um pra quê.
Lembro-me de cantar em meio às lágrimas o Hino do Soldado do Fogo numa cerimônia que não era bem, a nossa tradicional cerimônia. E ao comando de meia volta volver, posiconados de frente para os nossos parentes, cantamos para eles bem alto e em bom tom o nosso hino. Fomos muito aplaudidos. Mais uma vez, nós não fizemos feio, não os envergonhamos e isso é o mais importante. Alguns devem estar pensando, mas aplausos, abraços não pagam minhas contas, mas o reconhecimento, o alívio do dever cumprido enobrece a minha alma e aos olhos de seus filhos, você é um ídolo, um herói. Para ele(a), é Deus no céu, Bombeiros aqui na terra.
Tive alguns percalços, chorei muitas vezes, mas sorri muito mais com amigos de caserna. Alguns não se encontram mais entre nós. Esses nunca me fizeram chorar, muito pelo contrário, só me traziam alegrias. O CB BM Márcio Pereira foi um deles. Este amigo enfrentou o fogo para salvar sua família e infelizmente, não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Ao vivenciar isso, eu pensei – Este cara é muito mais bombeiro do que eu. Ele encarou o fogo por várias vezes e retirando da casa em chamas os filhos e mulher, um por um. Ele caía e se levantava porque o chão flamejante havia derretido os seus pés, mas o fogo não o deteve. Ele me fez e me faz chorar quando lembro suas brincadeiras, sua luta cotidiana. Havia voltado a estudar, brincava muito comigo dizendo: - quando eu crescer eu quero ser como você, você não, senhora agora, né?
Depois perdi outro herói, quem chamávamos de xaropinho no CFAP, Cap BM Jefferson. Este era muito padrão, inteligentíssimo, me batizou com o nome de guerra que ostento no peito com muito orgulho. Foi um dos maiores responsáveis pela formação da turma do CFCAS/2000.
Todos esses acontecimentos me fez parar epensar: eu não posso decepcionar esses irmãos, eu não posso ser a vergonha dos meus amigos, familiares, instrutores que viram em mim o exemplo de determinação, garra e superação. Já vibrei muito mais sim. Hoje em dia, estou um pouco abatida, por problemas de saúde entre outras coisas. Como todos os senhores que estão participando do movimento, não estou satisfeita com meu salário, com as condições de alguns irmãos de farda, mas ainda, me emociono quando os vejo atuando em tragédias, sinto orgulho e penso: eles são mais bombeiros que eu.
Contudo, parem e pensem!
Meus amigos estão me cobrando muito e os seus cobrarão dos senhores também. Todos estão assustados com a atual situação da Bahia. Eu, pessoalmente, não pretendo deixá-los na mão. Se precisarem de mim, me terão. Seja pela metade, a meia-bomba ou qualquer forma que seja. Porque quando o corpo não aguenta, a moral sustenta.
Irmãos, eu não tenho a pretensão de ser a vilã desta estória. Não sou eu a vilã.
Os senhores são os heróis, não são os vilões. Não permitam que o papel se inverta. A população está e sempre esteve ao lado dos bombeiros, mas se houver ranger de dentes, muita coisa pode mudar. O sofrimento modifica as pessoas, muda a forma de pensar e agir. Fico elocubrando, e se não tivermos mais estes bombeiros que eu me orgulho e penso que são mais bombeiros do que eu? Quanto tempo far-se-a necessário para forjar heróis calejados e experientes? Para alguns, falta pouco para ir pra casa para o descanso merecido e quanto aos demais? Não sei quanto aos outros, mas eu reconheço o valor do Bombeiro Militar, meus amigos, parentes e a sociedade também. Não manchemos o nosso brio com sangue e lágrimas alheias. Manchemos a nossa farda com sangue e lágrimas apenas salvando vidas. Não podemos nos responsabilizar pela perda de vidas. Nós salvamos vidas e não roubamos vidas. Nossos serviços são mais que essenciais, são imprescindíveis. Se temos 97% de confiabilidade da sociedade, isto pra mim se traduz que esta sociedade, só conta conosco e com mais ninguém.
Recuar em uma batalha não é sinal de derrota e sim de estratégia!
Enfim, eu venho por meio deste depoimento, pedir aos senhores que reflitam bem em suas atitudes, que ponderem e pesem os prós e contras. Nada é eterno, a vida é uma constante mudança, uma roda de sansara.
"O que fizemos apenas por nós mesmos morre conosco; o que fizemos pelos outros e pelo mundo permanece e é imortal." Frase de Albert Pike.
Lembremo-nos das palavras que se seguem, lembremo-nos do nosso juramento o qual recitávamos com ênfase, principalmente a última frase:
– "Ao ingressar no Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, prometo regular a minha conduta pelos preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinada e dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, ao serviço de bombeiro-militar e à segurança da comunidade, mesmo com o sacrifício da própria vida".

Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2012.
2º TEN BM QOS/ENF/00 OLIVIA MORAIS

Não culpe os BM, aqui no CBMERJ existem Pessoas/Militares como Olivia Morais que serve como o fiel da balança, sendo um exemplo positivo.

Reynoso Silva Cidadão Bombeiro.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mensagem do Comandante - 07 de Fevereiro de 2012



Mensagem do Comandante - 07 de Fevereiro de 2012
Terça, 07 de Fevereiro de 2012 15:35

Senhoras e Senhores Oficiais e Praças,

Vivemos um momento histórico em nosso Corpo de Bombeiros. É preciso que todos tenhamos o necessário entendimento da gravidade da situação.

De maneira aparentemente legítima, em nome de uma reivindicação salarial que, por justa, tem em mim o seu primeiro defensor, articula-se uma leviana, irresponsável e covarde proposta de paralisação na prestação de socorro à população.

Na condição de Comandante, venho tentando entender o porquê de, a cada momento, mudar-se o foco das reivindicações. Vale lembrar que a proposta inicial era atingir o piso salarial de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Pois bem, com o efetivo empenho deste Comandante, chegamos neste mês de fevereiro, a um piso de R$ 1669,32 que, acrescido da gratificação de R$ 350,00, eleva o SD BM sem triênio à R$ 2.019,32.

Vale, também, mencionar que praticamente todos os nossos Soldados já completaram o primeiro triênio, portanto o seu piso salarial - R$ 1.836,25 - acrescido dos R$ 350,00 de gratificação os coloca no patamar de R$ 2.186,25.

Ressalto que o conjunto de ações administrativas tomadas nos últimos meses, com vistas à melhoria de nossas condições, nos credencia moralmente a assumir a responsabilidade e o compromisso de encaminharmos, ao Governo, os nossos pleitos de forma séria e responsável. Ocorre que, agora, tomamos conhecimento pela matéria do jornal "O Globo" de 05 de Fevereiro, sobre o que pensa o articulador da greve na Bahia, o qual, em diversos momentos, esteve no Rio de Janeiro orientando a alguns dos nossos, sobre como organizar um inaceitável modelo de greve.

O referido senhor, em meio a greve da PM de seu Estado, onde ocorre uma onda de assaltos, mortes e saques a estabelecimentos comerciais, declara que, "a pretensão não é salarial, mas a desmilitarização das Polícias Militares" e, por via de consequência, dos Corpos de Bombeiros Militares.

Agora sim, finalmente explicita-se o verdadeiro objetivo, o que é, sem dúvida, surpreendente, uma vez que a perda da condição de militares estaduais, certamente não é a solução que buscamos.

Por esta razão, dirijo-me pessoalmente a cada Bombeiro-Militar que honra a sua farda, para que se juntem a absoluta maioria de nós que, comprometidos com a busca de uma solução definitiva para nossas necessidades, não se deixam levar por esta aventura irresponsável e fora de propósito.

Cumpre-me o dever de mais uma vez esclarecer que greve, aquartelamento, uso indevido ou desuso de peças de uniforme configuram, respectivamente, crime e transgressões disciplinares que nos trarão consequências indesejadas e poderão comprometer todo o esforço que estamos fazendo para a consecução das promoções por tempo de serviço, as quais têm como condicionante o bom comportamento dos beneficiados.

Reafirmo que estou pessoalmente comprometido com a elaboração de um trabalho conjunto com a Segurança Pública, com vistas à composição de um modelo de vencimentos compatível com as nossas atribuições.

O momento é de nos unirmos de forma séria e responsável e não de atitudes inconsequentes que irão macular a nossa Instituição.

Sérgio Simões - Cel BM
Secretário de Estado da Defesa Civil e
Comandante Geral do CBMERJ

Fé e Razão

Reynoso Silva Cidadão Bombeiro.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Está nascendo uma nova tropa de elite no cenário da segurança pública.


Luis Henrique de Carvalho
Concluída a semana III do Estágio para Motociclistas BM. Nota-se a evolução do turno que já tem pleno controle sobre o equipamento. Está nascendo uma nova tropa de elite no cenário da segurança pública.



No CBMERJ anos atras instruíram um grupo para o atendimento de Batedor e GSE na PE. O Ten Cel Ha época 2ºten Sacramento fez. Agora seguido o curso do que aconteceu com outras especialidade, vejo esse curso totalmente feito no CBMERJ. Parabéns!!! Dai para frente garanto que estaremos formando o pessoal das forças armadas como acontece no GMAR dentre outros. Massa!!!

Segue o exemplo positivo no CBMERJ/Estágio para Motociclistas BM.

Fé e Razão
Reynoso Silva Cidadão Bombeiro.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Bombeiro acima de tudo é um Bravo!



Nesse momento do Movimento reivindicatório, podemos muito, investido do poder dever da a razão. Podemos aquartelar, manisfestar, solicitar de todos os modos possíveis e legais, o posicionamento das autoridades Militares,judiciaria,parlamentar, governamentais e da sociedade. Os motivos não nos faltaram, a desconsideração do Governador com os BM foi persistente e insistentemente ele foi desleal e nossa resposta tem sido proporcional a suas afrontas.
Só não podemos entrar em greve! Não por ser contra as leis dos homens, que criam brechas, e sim por ser contra a princípios da dignidade, da moral pessoal e do BM e dos Líderes do Movimento, que assumiram com a sociedade Brasileira o não a greve, sociedade essa que veio as rua em nossa defesa. Eu estava la e sou testemunha das promessas moral, e o peso das promessas em nossa classe e grande e devem ser cumpridas. Ate agora ele com sua atitudes tem levado outros a miséria profissional e moral e se sai bem quando as coisas fogem do controle. Ele é brindado pelo cargo e o poder, nós pela opinião publica e nunca devemos esquecer disso.Coragem não ha de nos faltar para chegar a vitória com dignidade, pacifica e ordeira, bandeiras do SOS Bombeiro, coragem e pacifismo com dignidade. Heróis podemos ser no ardor das missões, mais coragem nós adquirimos como tempera do aço que forja no fogo e isso é próprio dos Homem de Bem.

Salve o Corpo de Bombeiros.
Fé e Razão

Reynoso Silva Cidadão Bombeiro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mensagem do Comandante - 02 de Fevereiro de 2012




Mensagem do Comandante - 02 de Fevereiro de 2012

Qui, 02 de Fevereiro de 2012 17:17
Senhores e Senhoras Oficiais e Praças,

Uma sucessão de eventos têm colocado à prova a capacidade de resposta de nossa Corporação. Apesar de todos os nossos esforços e presteza de nossos atendimentos, ainda somos questionados por eventual demora no tempo-resposta aos acidentes de maior gravidade. Logo, o pronto atendimento, a sensibilidade e o compromisso com o bem estar da população constituem o capital corporativo que há mais de 150 anos nos credencia como a Instituição de maior credibilidade deste Estado. O capital corporativo a que me refiro é intangível e, ao que parece, desimportante para os que irresponsavelmente concitam à greve.

Propor uma greve de serviços essenciais em qualquer setor de atividade é uma agressão inominável à população. Greve de Bombeiros-Militares é leviana, covarde, inaceitável. Greve numa instituição Bombeiro-Militar é crime capitulado no Código Penal Militar e, na condição de Comandante, tenho o dever de alertar, orientar, esclarecer que as consequências deste ato nos levarão inevitavelmente a um impasse de graves consequências, o que,evidentemente, não é o nosso desejo.

Temos dificuldades, disso sabemos. Para enfrentar estas dificuldades nos valemos da necessária coragem moral, para contrapor ideias, buscar soluções, defender os nossos direitos, em todas as instâncias do governo. Disso, todos podem ter certeza.

Hoje, temos a convicção de que o conjunto de ações administrativas recentemente implantadas, dentre as quais destaco a redução de interstícios para a promoção de praças, associada a antecipação das parcelas de reajuste previstas para os meses de fevereiro de 2012/2013 e outubro de 2013 nos colocam verdadeiramente numa escalada de recomposição salarial que já nos possibilita, em curto prazo, atingir um bom nível de vencimentos.

Para 2014, novas perspectivas se descortinam face a determinação do Governador Sérgio Cabral de que as forças de segurança lhe apresentem uma proposta de reajustes continuados que estabeleça um padrão de vencimentos para a nossa classe. Estamos no melhor momento de todo esse processo, momento em que os gestores da Segurança Pública e da Defesa Civil ocupam o papel de protagonistas na defesa dos interesses de suas instituições. Definitivamente não é momento de sermos manipulados por uma rede de interesses em que vale tudo para consolidar candidaturas e o que menos importa é a solução de nossos problemas.


Sérgio SIMÕES - Cel BM
Secretário de Estado da Defesa Civil e
Comandante Geral do CBMERJ

Fé e Razão

Reynoso Silva Cidadão Bombeiro